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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Felicidade


 Olá, leitores! Uma noite dessas, depois de ter tomado café para ler pelo menos 150 páginas de um livro e depois não conseguir dormir (porque eu sou um gênio), fiquei naquele estado de "filosofia da madrugada" e, como eu estava sem sono, decidi fazer algo que realmente gosto, e no qual estava inspirada para fazer: escrever sobre o que eu estava sentindo. Às vezes eu fico triste sem nenhum motivo em especial, e isso me dá vontade de escrever. Gosto dos resultados, independente do que eu esteja sentindo, e gostaria de compartilhar um dos meus poemas (na verdade é um texto poético, pois não escrevi na forma de poema), que é sobre a felicidade, porque, afinal, a felicidade é um sentimento complicado! 
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 Felicidade

 Fico pensando se a felicidade pode durar uma vida inteira. A verdade é que, não, ela não pode. Dizem que quem busca a felicidade sempre a encontra, mas não é bem assim. A felicidade é um sentimento temporário, assim como a tristeza, mas, por mais injusto que seja, a tristeza na maioria das vezes prevalece por mais tempo, mesmo que venha sem motivos.
 Me pergunto em quais momentos da minha vida a felicidade é verdadeira. Por que é tão difícil lembrar dos momentos felizes? Será que é porque a felicidade é um sentimento forçado? Há quem diga que não, há quem diga que sim. 
 Momentos de felicidade são curtos, a ponto de que esqueçamos deles. Talvez seja para que exista mais espaço na nossa memória, para momentos futuros de felicidade... Mas, para quê? Já que depois os esqueceremos?
 Bem, acho que é isso que quero.
 Quero ser livre.
 Mas a verdade é que, nunca seremos livres, pois sempre estaremos correndo atrás da felicidade. 
 Será que isso é liberdade?

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Carta de Amor

Você também escreve poemas? Mande no ask e o veja no blog!
Olá! Esse poema foi criado por mim, sem nenhum motivo em especial, apenas veio! Peço que, se forem copiá-lo, por favor, creditem! Espero que gostem!



 Carta de Amor
Quando eu a vi
sentada naquele banco
lendo seu livro,
eu percebi,
ah, eu senti.
Então foi
como se o mundo parasse
e só restasse
aquele cabelo brilhoso
para mim admirar.

Tem quem diga
que o tal do
amor à primeira vista
seja apenas ilusão,
mas não sentiram o que 
eu senti,
mexeu com meu coração.

Então não tive mais 
como recuar,
fui lá para falar
sobre aquela beleza divina.

Depois de alguns dias,
já não tinha como não admitir 
que aquilo que eu senti
realmente fora amor.

Alguns anos se passaram,
nos casamos,
tivemos filhinhos
e uma linda casinha para morar.

Tempos depois,
meu amor passou mal,
foi parar no hospital,
e eu desesperado
apenas pedindo um sinal.
Como não tinha nada
que eu pudesse fazer
para reverter
aquela maldita situação,
resolvi escrever,
para ela ler
essas palavras de gratidão.

Se eu resolvesse falar,
não iria aguentar,
com certeza ia chorar 
em meio àquela situação.

Ela leu a minha carta,
e mesmo sem poder falar,
vi ela se emocionar
e o choro jorrar
naquele lindo rosto judiado.

Ela pegou minha mão
e eu senti no coração
que chegara a hora de ela partir.
Então me olhou
com aqueles lindos olhinhos
e eu percebi
que não tínhamos tempo para nos despedir.
Aqueles olhinhos 
me observavam profundamente 
e ela os fechou,
a máquina apitou
e assim ela me deixou
entregue à solidão.


 - Bruna O. Valim
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